Antes de mais nada, o que você precisa saber é que a autenticação multifator está diretamente ligada à segurança na internet. Nesse caso, ao mesmo tempo em que a internet se tornou popular, sobretudo para negócios online, tornou-se um grande alvo para ataques e crimes cibernéticos

Dessa forma, é fundamental que empresas em geral, independentemente de sua natureza, porte ou segmento, foquem seus esforços em proteger as informações dos seus clientes. Que, por sua vez, têm medo de comprar online por sentir que seus dados sensíveis estão vulneráveis. 

No entanto, novas tecnologias são criadas com a finalidade de garantir mais proteção a dados e negociações online. A autenticação multifator é um exemplo. 

Portanto, elaboramos este artigo para mostrar às organizações e aos consumidores que o meio virtual está bem protegido e que a preocupação com a segurança de informações é crescente.

Acompanhe a leitura e saiba mais!

O que é a autenticação multifator?

A autenticação multifator (AMF ou MFA, sigla para multi-factor authentication) é um método de verificação de identidade. Ela adiciona uma camada extra de segurança em cima de credenciais como nomes de usuários e senhas.

Dessa forma, faz aumentar a certeza de que o usuário é realmente quem diz ser, antes de permitir que ele acesse algum aplicativo, dados da empresa ou uma conta online, por exemplo.

Por isso, é um recurso essencial que muitas organizações estão buscando adotar com prioridade. Pense em bancos e demais instituições financeiras, por exemplo. Imagine a preocupação que é garantir a proteção dos dados e a segurança das informações dos clientes. Primordial, não é mesmo?

Por isso, quanto mais puderem oferecer segurança nas transações online, melhor. E isso vale para qualquer empresa, citamos as financeiras porque elas lidam com um elemento que move todo o resto: a nossa moeda. 

Ao mesmo tempo, há outro fator que torna a autenticação multifator fundamental: a LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados

De forma resumida, a LGPD é a lei que regula a coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais. Sua finalidade é evitar o uso indevido, comercialização e vazamento de dados, garantindo a privacidade do usuário.

A autenticação multifator, aliás, é uma solução que ajuda a empresa a estar em conformidade com a LGPD e, não menos importante, evitar que clientes fiquem insatisfeitos com problemas relacionados a acesso e senhas, e muito menos que tenham suas informações vazadas. 

Quais são os tipos de autenticação multifator? 

Há diferentes tipos de sistemas de autenticação multifator. De forma geral, é a senha do usuário mais um fator adicional, que pode ser:

  • soft tokens: normalmente implementados por meio de apps de tablets, smartphones e celulares;
  • mensagem de texto (SMS): é enviado um código numérico ao dispositivo móvel, que servirá para o usuário inserir logo após sua primeira autenticação (login de usuário e senha);
  • verificação de login: nesse caso, é enviada uma solicitação de login ao dispositivo móvel e o usuário só poderá se logar após aprovar essa solicitação;
  • aplicativos do autenticador: funciona como um SMS, só que os códigos são gerados no próprio dispositivo do usuário. Essa autenticação depende de algoritmos com criptografia para senhas de único uso baseadas em tempo (TOTP);
  • tokens de hardware: pede que os usuários forneçam um código de login, que é gerado em um dispositivo separado do tablet, telefone ou computador do usuário. 

Métodos de autenticação multifator 

Existem três principais fatores de AMF:

1. Fator de conhecimento

Referente a algo que somente o titular do cadastro/serviço sabe. Ou seja, é geralmente uma senha, que pode ser junto com um PIN ou não e perguntas de segurança (com respostas que somente o usuário sabe).

Para que um fator de conhecimento seja usado para autenticação multifator, é preciso que o usuário final insira as informações de forma correta, e que elas correspondam aos detalhes armazenados previamente no aplicativo online. 

2. Fator de posse

É a instalação de um aplicativo de autenticação nos smartphones, para gerar chaves de segurança OTP (one time password, ou senha descartável).

Antes de haver essa solução, os usuários carregavam tokens ou smartcards que geravam essas senhas únicas, para poder acessar os aplicativos online. 

3. Fator biométrico

Varreduras de retina, impressões digitais, reconhecimento de voz e facial e até mesmo comportamentos (como a forma com que a pessoa desliza uma tela ou a velocidade com que digita) são considerados fatores biométricos. 

Para conseguir a AMF, devem ser utilizadas, pelo menos, duas tecnologias diferentes (também de diferentes grupos tecnológicos), para o procedimento de autenticação.

Dessa forma, a utilização de uma senha mais um PIN não é considerada como uma autenticação multifator, já o uso de um PIN com o reconhecimento de comportamento como um segundo fator, por exemplo, já é uma AMF.  

É também possível utilizar mais de duas formas de autenticação. No entanto, o que tem sido muito buscado é uma forma de autenticação sem atritos, ou seja, possível de ser verificada sem que seja preciso uma verificação. 

Além dos fatores de conhecimento, posse e biometria, ainda é possível usar os de localização, como o Media Access Control (MAC), para dispositivos. Dessa forma, se garante que o recurso é acessível somente nos dispositivos específicos. 

Autenticação multifator x fator único

A autenticação de fator único era o padrão até algum tempo atrás. Entretanto, ficou arriscado depositar a confiança em apenas nome de usuário e senha, por mais difícil e complexa que ela seja (exemplo: fgdt$3#¨%?)0gr%). 

Mesmo dessa forma, é arriscado continuar apostando somente nesse tipo de autenticação. Por isso que a solução MFA trouxe mais possibilidades de as empresas tornarem seguros seus acessos e transações na internet. 

As empresas podem solicitar qualquer quantidade de fatores aos usuários, além de somente o fator único. Há a possibilidade de autenticação de dois fatores e outros tipos de autenticação multifator, por exemplo.

Além disso, o progresso dessas tecnologias tem inserido no mercado vários métodos adicionais de verificação de identidade. Assim, as organizações podem implementar o que melhor atender suas necessidades de segurança e proteção. 

Assim, devem pensar na experiência do usuário, e optar por sistemas que não se tornem um, “trabalho de Hércules” para autenticar e validar sua identidade. 

Benefícios para sua empresa trabalhar com a autenticação multifator

Veja alguns dentre os inúmeros benefícios da AMF para as empresas e usuários:

  • por ser baseada na nuvem, a autenticação multifator torna fácil a integração à infraestrutura que já existe na empresa, sem a necessidade de altos investimentos;
  • além de a AMF ajudar a manter informações e dados protegidos, ela ainda assegura que a empresa esteja em conformidade com a LGPD ;
  • a solução de AMF diminui drasticamente as chances de a empresa ser invadida digitalmente e sofrer outros tipos de ataque. Isso porque caso os hackers consigam pegar o login de um usuário por meio de táticas de engenharia social, os recursos corporativos podem ficar comprometidos. Mas, se houver a aplicação de métodos como a AMF, há a confiança de que eles não terão acesso a informações confidenciais;
  • verificação rápida, feita em segundos e com extrema segurança, sem que afete a experiência do usuário;
  • contas bloqueadas e redefinições de senhas se tornam menos complicadas. Como resultado se tem usuários menos frustrados e irritados, equipes de TI menos sobrecarregadas e menos tíquetes de atendimento;
  • mais segurança em senhas estáticas e autenticações via fator único.

Como a computação em nuvem impacta o AMF?

Muitas organizações, sobretudo as de natureza financeira, estão migrando seus aplicativos hospedados localmente para aplicativos baseados em nuvem. 

O impacto dessa mudança pode ser notado pelo aumento de arquivos hospedados em nuvem e também pelo aumento na quantidade de dados sensíveis. Isso ajuda as organizações a conhecerem melhor seus clientes e seu público-alvo, sendo bastante útil para a área de Marketing, por exemplo. 

Mas, em decorrência do aumento desse volume de dados circulando diariamente pela internet, também se eleva o risco de violações de dados pessoais. 

Por isso, é preciso que cada vez mais as empresas tenham suas atenções voltadas à segurança. E quanto mais soluções tiverem a seu dispor, melhor. 

O que precisa ser reforçado é que, quem ainda não está atento às mudanças e exigências em relação à proteção de dados, tem que ter um olhar mais cuidadoso sobre isso. Além disso, conhecer melhor soluções, como a autenticação multifator. 

Os riscos de segurança precisam ser mitigados. Com as camadas extras de segurança, garantidas pela AMF, mais a proteção simples por senha, é possível combater e reduzir esses riscos. 

A cloud computing também afeta a autenticação multifator pelo armazenamento de soluções AMF em nuvem, por exemplo. Isso porque essas soluções são menos complexas para gerir, mais rentáveis para implantar e também mais flexíveis que as soluções locais. 

Dessa forma, as soluções em nuvem podem dar aos usuários móveis opções melhor direcionadas, como notificações push, aplicativos de aplicação móvel e análises de contexto como biometria e geolocalização. 

Por que é essencial a segurança no cloud computing?

Acima falamos um pouco sobre a importância da segurança no cloud computing. De forma mais específica, se trata de:

  1. Evitar o acesso não autorizado a dados

Caso os dados corporativos sejam movidos para a nuvem e os colaboradores precisem acessá-los remotamente, fora da empresa, por exemplo, é preciso que isso seja feito de forma bastante segura. 

Para isso, a política de segurança deve ser robusta, com funções de acesso a dados e regras bem claras e definidas. 

Nesse ponto, os vários níveis de autenticação tornam os dados confidenciais acessíveis apenas para quem realmente precisa acessá-los. 

  1. Evitar a perda de dados

Como muitos provedores de serviços de cloud computing terceirizam a segurança na nuvem, a eficácia da implementação e monitoramento podem apresentar diferentes níveis de proteção. 

Nesses casos é importante verificar os protocolos de segurança para evitar ataques — além de se certificar se a empresa adota um sistema de autenticação multifator. 

Como empresas financeiras podem começar a utilizar a autenticação multifator?

Ao longo de todo o artigo falamos sobre a necessidade de organizações em geral buscarem soluções como autenticação multifator.

No entanto, enfatizamos sobre a importância disso para organizações de segmento financeiro, que são muito visadas por cibercriminosos. 

Dessa forma, as autenticações multifator podem acontecer por meio de:

  • autenticadores móveis, que aumentam a segurança das contas dos clientes e ajudam a reduzir fraudes relacionadas a autenticação em dispositivos móveis;
  • envio de sms: esta é uma solução econômica, enviada diretamente para o dispositivo do cliente, via SMS. Também pode ser usada como metodologia de backup ou autenticação principal;
  • autenticadores de hardware e USB, que têm autenticação multifator e validação comprovada em transição de dados;
  • autenticação biométrica, que está se popularizando como estratégia de AMF, pois combina o desafio da autenticação com uma experiência do usuário com baixo atrito.

Torne a sua empresa mais segura

Até chegar aqui, você já viu que há vários motivos para adotar a autenticação multifator. Entretanto, ainda há vários outros motivos que reforçam essa ideia. 

Primeiro, considere os diversos tipos de ameaça que existem na internet. A fraude de takeover (ATO), por exemplo. Essa é uma forte e crescente ameaça de cibersegurança. Envolve ações como malware móvel, ataques de pishing e outros. Contra esses ataques, a solução de métodos de MFA devidamente implementados ajuda a evitar grandes catástrofes. 

Considere outra coisa: o trabalho remoto. A pandemia forçou empresas a mudarem totalmente sua forma de trabalhar. O home office foi a solução para o momento, mas funcionou tão bem, que muitas empresas adotaram essa forma de trabalho como padrão.

O que se tem então? Um cenário de colaboradores trabalhando remotamente e acessando dados e informações diversas. 

E o que é preciso? Segurança redobrada! E isso pode ser conseguido com a autenticação multifator. 

Para finalizar, a AMF é atualmente o controle mais eficaz na proteção de dados e na cloud computing

E se sua preocupação é com a complexidade desses sistemas, saiba que o mercado oferece algumas soluções menos complexas e mais rápidas de implementar. Ou seja, você garante medidas de segurança altamente eficazes sem que isso signifique investir muito tempo ou esforço. 

Os dados da sua empresa estão expostos? Faça o teste agora mesmo e descubra.