O modelo de negócio tradicional dos bancos foi construído para proteger os dados dos clientes e utilizar as informações internamente. Nesse padrão, não se sabe o motivo do compartilhamento das informações. Em contrapartida, surge o Open Banking que permite a integração dos dados com aplicativos de terceiros para proporcionar mais flexibilidade e praticidade aos clientes.

Com a regulamentação do Open Banking, a implementação entrou em caráter obrigatório para os negócios financeiros no Brasil. Recentemente, o Banco Central divulgou um comunicado contendo os requisitos para a implementação do Open Banking, que tem como expectativa entrar em vigor no segundo semestre de 2020. 

É o que estão chamando de Banco 3.0, e trata-se da transferência da posse dos dados bancários para os clientes, permitindo que os serviços financeiros sejam negociados entre banco e consumidor. Ou seja, as instituições precisam compartilhar as informações com os clientes.

Open Banking igual a Banco 3.0

O Banco 3.0 tem como objetivo criar possibilidades, em termos de coleta e análise de informações de forma segura e transparente ao consumidor. As startups e fintechs já são a nova geração das agências bancárias, pois são empresas totalmente digitais que utilizam APIs (Application Programming Interface) para construir uma variedade de negócios que não são oferecidos pelos bancos.

As APIs são um conjunto de códigos de programação que realizam a integração entre sistemas diferentes, tornando esse processo mais ágil e apresentando uma interface amigável ao consumidor. 

Com isso, atualmente, uma startup ou fintech consegue oferecer serviços personalizados por meio dos dados bancários do cliente. Como por exemplo, um serviço para organizar as finanças. Dessa forma, o banco deixa de ser um lugar físico e passa a ser um ambiente virtual.

Além disso, a regulamentação estabelece que os bancos terão liberdade para escolher as tecnologias, procedimentos operacionais, certificados de segurança e implementação de interfaces. Ou seja, as instituições terão autonomia para definir a melhor estratégia de compartilhamento. 

E, quando os dados são compartilhados precisamos nos atentar a segurança deles, obrigatoriamente, a empresa precisa garantir a segurança das informações e serviços realizados online pelo consumidor.

Certamente, as instituições financeiras já devem estar caminhando para o atendimento às novas normas. Para isso, é necessário atentar-se à regulamentação específica do Open Banking e desenvolver um planejamento para a proteção dos dados. Afinal, disponibilizar total controle ao consumidor pode abrir margem para vulnerabilidades cibernéticas.

Sendo assim, para e garantir a continuidade dos negócios, é importante que as instituições coloquem a Segurança da Informação nos planos estratégicos de negócio.