A Internet of Things (Internet das Coisas – IoT) é como uma grande teia que interconecta dispositivos e objetos à internet, criando um imenso mar de informações e dados, bem como novos recursos e funcionalidades que possibilitam melhorar processos e até criar negócios. Mas e a segurança para a internet das coisas?

Esse conceito traz de maneira significativa facilidades para as empresas, transforma os modelos de negócios e permite maior controle sobre a rotina corporativa. Além de diminuir erros, automatizar processos operacionais e facilitar a tomada de decisão. Sendo assim, ao conectar os processos da empresa, a IoT torna a produtividade mais dinâmica e interativa.

Da mesma forma que esse conceito se consolida e se torna fundamental na estratégia dos negócios, os riscos à segurança aumentam proporcionalmente, tornando a empresa e os dispositivos conectados, por meio da IoT, vulneráveis a ciberataques.

Por isso, é fundamental adotar medidas que otimizem a segurança para a internet das coisas, que deve ser prioridade desde o início de cada serviço, negócio ou processo. Para isso, enfatizo abaixo alguns itens relevantes para pensarmos.

1 – Rever as políticas de segurança para a internet das coisas

A política de segurança deve adaptar-se às constantes mudanças, pois o mercado também está em transformação para, assim, atender a demanda social. 

Temos, por exemplo, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que regula o tratamento de informações pessoais e tem como objetivo garantir a liberdade e privacidade dos dados, requisitando das empresas uma adaptação às novas exigências do mercado.

2 – Identificar os possíveis alvos de ciberataques

Proteger as principais portas de entrada de hackers é um dos principais métodos para garantir a segurança dos ambientes. Cada novo endpoint introduzido e conectado à IoT é uma nova porta de entrada para um hacker, portanto deve ser monitorado e protegido. 

Para isso, utilizar soluções de autenticação forte (múltiplo fator de autenticação), garante que o indivíduo que está acessando o dispositivo é quem realmente diz ser.

3 – Dispositivos sempre atualizados

Sempre manter os softwares atualizados para controlar os dispositivos conectados à IoT, diminui os riscos de possíveis exposições dos dados.

4 – Estratégias baseada em riscos

Para trabalhar com IoT, as empresas precisam desenvolver uma estratégia baseada nos riscos de segurança. Ou seja, identificá-los, analisá-los e classificá-los por prioridade, levando em conta a probabilidade e o impacto que podem causar aos negócios. 

Dessa forma, a empresa tem condições e insumos que facilitam a definição da estratégia e os planos de ação para diminuir os riscos de exposição.

5 – Senhas protegidas

Manter senhas fortes e utilizar a autenticação de mais de um fator, são meios de inibir o acesso dos hackers às informações, que estão disponíveis nos sistemas conectados à IoT. 

Além disso, ter uma solução de gestão de usuários privilegiados ligado a esses dispositivos também é uma forma de preservar os acessos.

6 – Serviços em nuvem com segurança e internet das coisas

Para acessar os dispositivos da nuvem conectados à IoT é necessário investir em criptografias dos dados e meios de comunicação.

7 – Testes e avaliações

Realizar testes periódicos de vulnerabilidades e pentest ajudam a identificar os problemas de forma antecipada e permite corrigi-los antes de uma exposição.

8 – Equipe capacitada e treinada para atender a segurança e internet das coisas

Sabemos que a IoT trafega uma quantidade considerável de informações e dados valiosos, por isso, são alvos de hackers. Sendo assim, é fundamental que a empresa tenha uma equipe preparada, olhando para a segurança de maneira preventiva, não apenas os responsáveis pela segurança, mas estabelecer essa cultura para todos colaboradores, por meio de campanhas de conscientização e treinamentos.

Essas recomendações são pontos importantes, mas não exclusivos, para que as empresas usufruam de todo o potencial da IoT sem tornarem-se vulneráveis a cibercriminosos. Além de garantir maior eficiência nos processos operacionais e a segurança dos dados dos indivíduos.

Sendo a porta de entrada para a Transformação Digital, a IoT agrega valor ao negócio e possibilita diversas conexões e parcerias, por isso, podemos afirmar que a segurança para a internet das coisas devem ser tratadas de maneira integral e orquestrada.