O fator segurança na internet é uma preocupação desde sempre. Afinal, há um grande volume de dados e informações circulando online diariamente. Para que você tenha uma ideia, o Big Data, a ciência que trabalha com dados em grande volume, trabalha na escala de zettabytes e brontobytes. São zilhões de dados. E é por isso que precisamos falar sobre zero trust.

Vivemos na época em que os dados possuem valores inestimáveis, e portanto, tentativas de roubo, vazamentos e outros tipos de crimes cibernéticos podem custar bastante caro. 

O que também reforça esse cenário é que com a pandemia, o número de pessoas que trabalham em home office aumentou bastante. Isso aumentou outra demanda — que já vinha  em crescimento —, os serviços de computação em nuvem. 

Dessa forma, tornar os ambientes corporativos em nuvem mais seguros virou urgência. Nesse contexto, entram as soluções em segurança, como o Zero Trust. 

O que é Zero Trust?

Zero Trust é um modelo de segurança em autenticação e autorização baseado na ideia de que não se deve confiar totalmente em ninguém. Daí seu nome: confiança zero

A premissa é de que o acesso aos ativos da empresa só deve ser permitido após o usuário ser validado como autorizado e legítimo. Ou seja, essa estrutura de segurança é baseada na implementação do “acesso com privilégio mínimo”. 

Esse mínimo de privilégio significa que os usuários só terão acesso ao que eles realmente precisam para desenvolver suas funções (dados, rede e outros ativos), e nada mais que isso. Além disso, o controle de acesso é reforçado: constantemente (e obrigatoriamente) eles têm que autenticar suas identidades.

Por que as empresas precisam de uma arquitetura de rede Zero Trust?

De forma resumida, as empresas precisam de uma estrutura de rede Zero Trust para reforçar suas defesas virtuais. 

Atualmente, o que geralmente as organizações têm são tradicionais estratégias de segurança de TI, como firewalls e VPNs. Essas soluções criam um perímetro em volta da rede, permitindo que dispositivos e usuários autenticados a atravessem de forma fácil. 

No entanto, isso é um problema. Com tantos ativos em nuvem e pessoas trabalhando remotamente, confiar somente nessa estrutura é cada vez menos eficaz e mais perigoso. Afinal, da mesma forma como a tecnologia melhora, os perigos crescem na mesma proporção.

Por isso que a estrutura Zero Trust é indicada, pois reforça fortemente esse perímetro e protege contra todos os tipos de ataque que as empresas têm sofrido ultimamente. 

Adotar o modelo Zero Trust permite que as organizações:

  • protejam seus dados;
  • melhorem a visibilidade de tráfego;
  • aumentem sua capacidade em auditoria de conformidade;
  • aumentem o controle da cloud computing; e
  • reduzam os riscos de violação e tempo de detecção.

Desafios comuns para o TI 

1- Malware e confiança de rede

A tecnologia da informação precisa assegurar que dispositivos e usuários consigam se conectar à internet de forma segura. Além disso, também é sua função identificar, bloquear e reduzir ameaças direcionadas, como pishing, ransomware, exfiltração de dados do DNS e outros tipos de ataques. 

Isso é algo que um sistema Zero Trust pode fazer, ao mesmo tempo em que reduz o risco de malware. 

2- Secure Application Access

O modelo Zero Trust conecta com segurança usuários diretamente aos aplicativos e recursos corporativos.

Para isso, ele opera na camada de aplicativo e não somente perfurando o perímetro e colocando o usuário em uma rede aberta. Esse processo é feito por meio de um requerimento de autenticação e autorização contínua para acesso a cada recurso. 

Dessa forma, os antigos métodos de segurança, que comprometem as identificações dos usuários e resultam em violações, que vão sendo deixados de lado.

3- Complexidade e recursos de TI

Sempre que falamos em segurança, acessos a dados e informações corporativas, estamos falando de algo bastante complexo. Consideremos que as tecnologias organizacionais também sigam essa característica, de complexidade. 

Somado a isso, temos as mudanças que ocorrem constantemente e que pedem novos modelos de soluções seguras. Sempre que uma empresa precisa fazer essas mudanças, leva dias, além de comprometer tempo de trabalho e investimentos. 

Parte disso pode ser diferente com o modelo de segurança Zero Trust, uma vez que a complexidade da arquitetura e as horas de FTE podem ser reduzidas. 

Por que adotar uma abordagem de segurança Zero Trust?

Para desenvolver suas tarefas, colaboradores e gestores acessam diariamente vários aplicativos e de dispositivos diversos, fora do perímetro corporativo. 

Para esse acesso remoto, esses trabalhadores precisam de acessos e senhas aos ativos das organizações. Para que eles possam desempenhar suas funções, como se estivessem no ambiente da empresa, são liberados acessos e senhas, com a convicção de que estão em segurança. 

Acontece que, conforme explicamos, o risco de ataques é grande e as defesas são fracas. Imagine um prédio cercado por uma cerca de madeira e outro cercado por um muro forte e robusto: qual tem mais chance de ser atacado e desse ataque dar certo?

Esse é o cenário de empresas sem e com o sistema Zero Trust. A proteção mais forte é necessária onde dados, usuários, aplicações e dispositivos estão localizados. 

Por isso, elas precisam de um sistema de Zero Trust. Assim, têm seus dados protegidos, independentemente de onde se localizem os usuários e os dispositivos, assegurando que as aplicações funcionem integradas e rapidamente. 

O que uma empresa precisa para implementar o modelo?

Para implementar uma arquitetura Zero Trust, qualquer tipo de empresa deve focar em três principais pontos:

  1. Visibilidade: este ponto se refere aos ativos e dispositivos que devem ser protegidos e monitorados. As organizações devem identificar quais são esses elementos. Além disso, tem que ter em mente que não é possível proteger algo que não se sabe se existe, daí o conceito de visibilidade, de todos os recursos que são da organização ou que têm acesso a ela. 
  2. Políticas: é preciso ter controles que permitam que pessoas específicas — e somente elas — tenham acesso a recursos sob condições específicas. Ou seja, é preciso que cada controle seja bem minucioso. 
  3. Automação: automatizar os processos é a garantia de que a aplicação das políticas seja feita da maneira correta. Além disso, é o que permite que a aplicação contra possíveis desvios seja rápida. 

E então, o que achou do conteúdo? Esperamos que tenha elucidado mais um pouco sobre a arquitetura Zero Trust. Se quiser saber mais, não deixe de assinar a nossa newsletter e ficar por dentro das novidades sobre segurança dentro das organizações!